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quinta-feira, 29 de abril de 2010

São Gonçalo perde herói bombeiro


Trinta e um anos de vida foram suficientes para o gonçalense Jasper Sanderson, criado no Porto Novo, trilhar um caminho brilhante no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio, onde atualmente ostentava a patente de major. Ontem à tarde, o piloto e perito da corporação morreu após o avião que pilotava cair em uma área residencial de Resende, na Região Sul-Fluminense. Acompanhado do aspirante (tenente) Luis Guilherme, 28, Jasper realizava um voo de reconhecimento para futuros treinamentos na região. Ambos morreram carbonizados.

Jasper decolou do Aeroporto de Jacarepaguá, onde era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. O acidente ocorreu após o oficial ter sobrevoado aquela área com o comandante tenente-coronel Ernani da Mota Leal. Nenhum problema foi detectado.

No segundo voo, o sargento Castro acompanharia o piloto, mas desistiu em cima da hora. “O objetivo do voo era fazer um reconhecimento da área. Eu moro aqui no bairro (Santa Isabel) e falei com a minha esposa pelo celular que ia decolar, para ela olhar pela janela. O aspirante fez fotos minhas junto ao avião com seu celular, mas não sei...na hora de subir, quando coloquei o pé no avião falei para o aspirante ‘vai lá você’. Dois minutos depois o avião estava caído, no meio da rua”, disse o sargento.

Antes de bater no chão, Jasper evitou que o avião colidisse no Condomínio Residencial Ricardo Tomás, caindo na Rua José Estevam da Motta, em frente ao prédio. A aeronave explodiu com o impacto.

Especialista em pilotar este tipo de aeronave, capaz de realizar voos rasantes a três metros do chão e despejar água sobre focos de incêndio, o major gonçalense era apaixonado pela sua profissão. Na manhã de ontem, o pai do militar, Jomar Barbosa de Assis, 64 anos, reformado da Marinha, chegou a perguntar se o filho não iria utilizar o avião em um incêndio ocorrido na Central do Brasil.
“Não sei bem o que estou sentindo. Não consigo definir. Ele era um ótimo garoto. Estudioso, querido, muito família e tinha um grande futuro pela frente. Sempre tive muito orgulho dele”, disse o pai, arrasado, na porta de sua casa, no Porto Novo. “Meu filho morreu queimado. É difícil acreditar”, completou.

O interesse pela carreira militar surgiu quando Jasper ainda era criança. Além do pai, que era da Marinha, também havia um tio tenente-coronel do Corpo de Bombeiros. “Ele gostava de ver todo aquele aparato. A roupa, os acessórios, além de sonhar em voar”, lembrou o pai. Inconsolável, a mãe do major, Martha Penna de Assis, 54, não conseguiu expressar tanta dor.
Jasper atuava na aeronave desde 2006. Pouco depois foi qualificado pela Aeronáutica para comandar o avião, único no Estado, após passar por seleção com outros sete pilotos. Desde então cumpriu missões no Rio, São Paulo e Sergipe.

Mais velho entre três irmãos, Jasper deixou esposa, capitã lotada no Quartel General do Corpo de Bombeiros, no Rio, e um menino de 1 ano e 10 meses. Atualmente, ele morava com a família no Itanhangá, em Jacarepaguá.

Herói – Em outubro de 2007, a edição n° 50 da revista Veja Rio trouxe uma reportagem intitulada “Os homens que salvam”. A matéria apresentou alguns bombeiros que salvaram vidas em diferentes ocorrências, como incêndios, afogamentos e desabamentos. Entre os heróis militares, figurou o então co-piloto Jasper Sanderson, que aos 28 auxiliou no salvamento de várias famílias, durante um incêndio na favela Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, ocorrido em agosto de 2007.

Comandado pelo piloto Alonso Júnior, Jasper despejou dezoito vezes a capacidade máxima do tanque de água da aeronave, de 3.100 litros. Foram necessárias cinco horas para que as chamas fossem contidas. A ocasião marcou a primeira vez que os bombeiros utilizaram um avião para combater um incêndio numa favela, antes utilizado apenas em florestas e montanhas. A tragédia destruiu mais de 500 casas, com um total de 2 mil desabrigados.

* O avião explodiu na queda. Jasper era perito nesse tipo de voo e apaixonado pela profissão (Foto: Lucia Pires/Diário do Vale) ::

Corpos de bombeiros mortos são enterrados


Resende

Os corpos do major-bombeiro Jasper Sanderson, 34 anos, e do aspirante a oficial, Guilherme Augusto Neto, 28 anos - mortos na queda de um avião do Corpo de Bombeiros anteontem, em Resende - foram sepultados ontem no Rio de Janeiro, às 16h. Jasper era o piloto e Guilherme o passageiro do avião monomotor de combate a incêndios florestais do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, que caiu por volta das 16h de terça-feira na Rua José Estevam da Motta, no bairro Santa Isabel, em Resende.

O acidente ocorreu minutos depois da aeronave decolar do aeroporto da cidade, para um voo de reconhecimento de área. O exercício serviria, posteriormente, para que bombeiros pudessem treinar combates a incêndios na mata no entorno do Pico das Agulhas Negras. O avião explodiu ao bater no solo e as vítimas foram carbonizadas.


Os corpos foram retirados dos destroços por volta as 23h30 de ontem, após técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos da Aeronáutica (Cenipa) realizarem uma perícia preliminar no local do acidente.

O trabalho dos peritos continuou durante todo o dia de ontem. A Rua Estevam da Motta, onde o avião caiu, continuava interditada. No final da tarde, o motor e a hélice do avião foram enviados para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) de São José dos Campos, e a fuselagem do avião vai permanecer por enquanto no quartel do Corpo de Bombeiros de Resende.


De acordo com o Coronel Investigador da Cenipa, Antônio Augusto Walter de Almeida, a Aeronáutica designou uma comissão de três investigadores para atuar no local do acidente, colhendo informações técnicas, realizando registros fotográficos, entrevistas com moradores e com pessoas que assistiram ao acidente para redigir um Relatório de Ações Iniciais que deverá ficar pronto em 30 dias. O relatório final tem o prazo de até 12 meses para ser concluído.

- Nós chegamos ontem à noite e estamos colhendo documentação, fotos, entrevistando moradores que estavam no condomínio na hora do acidente, moradores das casas vizinhas, para entender o que pode ter acontecido. Nós trabalhamos de acordo com normas internacionais e o nosso objetivo não é procurar culpados, mas sim trabalhar com diversas linhas de pesquisas para prevenir futuros acidentes aéreos.

Depois dessa pesquisa preliminar outras serão desenvolvidas com engenheiros, psicólogos, investigadores científicos. O motor, a hélice bem como outras partes do avião serão enviadas para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) de São José dos Campos, para serem analisadas com profundidade. Serão feitas contas, medições, laudos de engenharia, além de um perfil psicológico do piloto. Tudo isso será investigado e o relatório final vai ser publicado no site do Cenipa e enviado a todas as partes envolvidas - explicou o coronel, acrescentando que o piloto fez um plano de vôo de decolagem do Rio de Janeiro por volta de 12h30, e que o avião era um monomotor agrícola da Air Tractor adaptado para o Corpo de Bombeiros.


Sobre a hipótese de que o piloto teria desviado do prédio para evitar um acidente maior, o coronel disse que ainda é muito cedo para se afirmar isso. "O avião agrícola é feito para voar baixo, estamos investigando o que pode ter acontecido. Através dessa perícia poderemos evitar outros acidentes. Há acidentes que são bem fáceis de entender, este está um pouco difícil. Temos que colher mais informações, não dá para afirmar que o piloto desviou intencionalmente do prédio, ainda é muito cedo para tirar conclusões", declarou o investigador.



Moradores abalados

Os moradores do bairro Santa Isabel ainda estão muito abalados com o acidente. A arquiteta Andreza Heringer Tavares, moradora do primeiro andar do Bloco 3, local mais afetado com a queda do avião, contou para a equipe do DIÁRIO DO VALE como ocorreu o impacto da aeronave no solo e as explosões que aconteceram logo em seguida.
- Estou até agora em estado de choque. A impressão que eu tive é que estava estourando uma bomba dentro da minha casa. Eu vi uma bola de fogo entrando pela janela.

Eu não conseguia entender nada. Só deu tempo de arrastar a cama da minha filha de perto da janela para o colchão não pegar fogo e alastrar mais fogo pelo apartamento. Ela não estava em casa na hora, se estivesse no quarto não quero nem pensar. Depois que eu puxei o colchão sai do apartamento gritando e chamando todos os outros moradores para sair. Só fomos entender que era um avião que tinha caído na rua quando chegamos ao térreo. Nós já estamos acostumados com o som de aeronaves decolando e aterrissando o tempo todo, o nosso bairro é vizinho ao aeroporto, isso para nós já é normal.

Mas ontem houve um estrondo enorme, e logo depois a chama invadiu o apartamento e depois houve muita fumaça, muita fuligem - contou Andreza, afirmando que não vê a hora de poder limpar a casa e voltar à rotina. "Ontem vieram quatro perícias aqui, mas todas do Estado, ainda não veio nenhuma perícia de seguradora, então nós não podemos tirar nada do lugar. Isso precisa ser resolvido. Preciso limpar a minha casa e voltar à vida normal o mais rápido possível", disse Andreza.


Júlia Mello Santiago Marques, de 28 anos, moradora da Rua Dona Arcídia, transversal à rua onde ocorreu o acidente, disse que o estrondo do avião batendo no solo e os gritos dos tripulantes não saem de sua cabeça.
- Eu estava chegando em casa. Vi quando o avião decolou do aeroporto e achei que ele estava voando muito baixo. Fui guardar a bicicleta e quando voltei ele estava dando a volta na rua e quase batendo no prédio do condomínio.

O chão estremeceu todo e os dois tripulantes gritavam muito: "Vai cair! Vai cair!". Eles gritavam desesperadamente. Depois que o avião caiu houve uma explosão com o impacto. Corri em casa, chamei meu esposo, viemos para rua ver se tinha mais alguém machucado. Chamamos o Corpo de Bombeiros na hora. Depois da queda houve outra explosão. Moro nesse bairro há um ano e nunca vi nada igual, eles estavam voando muito baixo, eu pensei que eles iam bater no prédio - contou Júlia, que ressaltou o fato do acidente não ter causado mais vítimas. "Não consigo esquecer os gritos deles.

Foi muito triste e um verdadeiro milagre não ter morrido mais ninguém. Graças a Deus não tinha ninguém na rua naquele momento e também não machucou os moradores do prédio em frente. Graças a Deus. Eles foram muito habilidosos em impedir o avião de bater contra o prédio", apontou a moradora.
Anderson Mendonça, de 36 anos, morador da Rua Abílio de Souza, também próxima ao local do acidente, também apontou o fato do acidente não ter causado mais vítimas.


- Foi um milagre mesmo. Eu também vi quando eles decolaram, estava muito baixo, mas o som do motor parecia normal. Parece que eles tiveram um problema para comandar o avião e tentaram retornar para o aeroporto, mas havia um helicóptero realizando vôos de paraquedismo, então eles tentaram fazer uma curva, mas o avião virou de barriga para baixo de caiu de bico no meio da rua. Dava para ouvir os gritos deles de dentro do avião: "Vai cair! Vai cair!". Eles gritavam muito alto, muito alto mesmo, foi horrível. Moro aqui há cinco anos e sempre vejo avião voando baixo por aqui, mas coisa igual a essa eu nunca vi. Foi um milagre não ter morrido mais ninguém - disse o morador.

Piloto não teria comunicado ao aeroporto de Resende sobre voo

De acordo com o coordenador operacional do aeroporto de Resende, Nélio Silva Sampaio, o Major da Brigada Aérea do Corpo de Bombeiros, piloto Jasper Sanderson Penna de Assis, de 31 anos, morto no acidente aéreo de ontem à tarde em Resende, não comunicou nem ao coordenador, e nem a nenhum funcionário do aeroporto, ou da prefeitura, que iria aterrissar com o Air Tractor modelo AT802F, prefixo PREPM, para realizar quaisquer tipos de treinamentos no município. Nélio disse ainda que o avião estava sob a responsabilidade do piloto e que ele é autoridade máxima dentro de uma aeronave.


- Nosso aeroporto não é controlado, ou seja, quando o aeroporto é controlado por instrumentos os funcionários são comunicados imediatamente sobre os planos de vôos, mas este não é o nosso caso. O aeroporto ainda aguarda a liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voltar a funcionar. Nesse caso cabe ao piloto se inteirar das condições do avião e do aeroporto em que ele pretende aterrissar. Subtende-se que ele está ciente das condições do aeroporto para onde ele está indo.

Como ele não estava fazendo treinamento militar, e nem estava em situação de emergência, deveria seguir as regras normais da aviação civil. Nós não tínhamos conhecimento de que o piloto viria para Resende. O bom senso seria ele pedir uma autorização para utilizar o aeroporto, e essa autorização seria emitida pela Anac em caráter excepcional.

O fato dele ter feito um plano de vôo antes de sair do Rio não é alvará para nada, o piloto tem que fazer esse plano de vôo para poder sair do aeroporto onde se encontra o avião - disse Nélio, acrescentado que as únicas situações em que ele poderia impedir uma aeronave de decolar do aeroporto seriam as de anormalidade cível. "Nós não podemos impedir uma aeronave de aterrissar ou de decolar do aeroporto. Só poderíamos fazer isso se percebêssemos uma anormalidade de caráter cível, como contrabando ou sequestro, mas ainda assim teríamos que acionar a polícia", explicou o coordenador.


Sobre uma das hipóteses levantadas por um dos moradores de que o piloto teria tentado voltar para o aeroporto, mas não pode aterrissar porque havia um helicóptero de paraquedismo no ar, Nélio descartou essa possibilidade.
- Esse helicóptero de paraquedismo é militar e está no aeroporto realizando manobras desde o início da semana, mas não houve interferência nem do helicóptero nem de nada nesse acidente. Inclusive, no momento que ocorreu o acidente, o helicóptero estava parado. Volto a dizer que o avião do bombeiro estava sob a responsabilidade do piloto, e ele é a autoridade máxima dentro do avião - afirmou Nélio.

* Na matéria publicada na edição de ontem do DIÁRIO DO VALE, estava escrito que peritos da Polícia Civil estavam no local do acidente. Na verdade, os peritos são do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), órgão que é independente da Polícia Civil.

sábado, 24 de abril de 2010

Deputado Miro Teixeira Cogita ir ao Supremo Tribunal Federal para votar a PEC 300

Somente na Câmara dos Deputados do Brasil a maioria não representa NADA.
Isso é o que demonstra a total falta de respeito do Presidente Michel Temer que não tem peso suficiente para peitar a decisão vergonhosa do Governo e do Partido dos Trabalhadores.

Michel Temer não está preocupado em arranhar sua imagem ao tomar uma decisão dessas. Talvez pense ele que sua próxima eleição está garantida, seja como vice-presidente na chapa de Dilma ou para retornar a Câmara dos Deputados. Engana-se. Saberemos lembrar de quem está contra a PEC300. Vamos trabalhar contra, convencer quem vota a votar ao contrário. Lembrem-se em toda sessão eleitoral tem um policial militar trabalhando.

A atitude do Governo Lula e do PT é falta de vergonha, é descarada. O Presidente Lula como é de costume, tem a desfaçatez de vir a público dizer que policial tem que ganhar bem, mas manda seus capachos Cândido Vaccarezza, José Genoíno, Fernando Ferro e o Presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer barrar a PEC 300. Ou seja, joga para a platéia. Não admite que ele sim é contra a PEC300. É contra a melhoria da Segurança Pública deste país.
Cansados dessa posição na Câmara dos Deputados, o Deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), questionou a posição da mesa da Câmara dos Deputados ao impedir que a PEC300 seja levada em votação. O Deputado também propôs a se fazer uma coleta de assinaturas dos parlamentares e requerer ao Deputado Michel Temer um posicionamento formal, caso não queira colocar a PEC300 em votação. Diante de uma recusa por parte do Pres. Michel Temer esse documento seria usado para ingressar numa ação no Supremo Tribunal Federal.
Talvez seja a melhor alternativa perante uma Câmara que está se desmoralizando por um simples projeto de emenda constitucional.

Lamentável o parlamento se curvar ao PT dessa maneira.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CONSEGUIRÃO IMPLANTAR UMA UPP NO ALEMÃO???



UM ÓTIMO DOMINGO A TODOS OS SOBREVIVENTES!!!

DEPUTADO BOLSONARO FALA SOBRE IDADE PRA CONCURSO


Na história da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, as praças sempre puderam fazer concurso público para se tornarem oficiais. Nada mais lógico, pois se alguém serve para ser soldado, em tese, também serve para ser tenente. Basta passar na prova.

Com o decreto estadual 42.307/2010, a regra mudou. Se o candidato à Academia de Polícia Militar Dom João VI já for policial militar, deverá ter, no máximo, 30 anos de idade incompletos na data da matrícula.

Tal medida é inexplicável pelos aspectos humanitário e moral. Principalmente da forma repentina como ocorreu, sem um “aviso prévio”.
Muitos foram pegos de surpresa, pois já haviam se programado para fazer a prova, matricularam-se em cursos preparatórios e deram baixa nos “bicos” para se dedicarem exclusivamente aos estudos. Como o governo não dá qualquer expectativa de melhorias salariais, essa ainda é a única esperança de ascensão profissional e pessoal.

Não que oficial da PM tenha um bom salário – sabidamente não tem. Mas é uma porta que ainda se encontra aberta para que tenham uma pequena melhoria salarial e continuem fazendo o que gostam: serem policiais militares.

Com essa medida, a evasão dos quadros da PMERJ tende a aumentar ainda mais, pois, certamente, os preteridos – muitos soldados, a maioria dos cabos e a totalidade dos terceiros-sargentos em diante – farão provas para carreiras mais atrativas.
O Estado está abrindo mão da experiência, da competência e da já testada conduta ilibada de milhares de praças com fichas disciplinares limpas, que poderiam contribuir sobremaneira para segurança pública na condição de oficiais.

O limite de idade pode ser revisto por intermédio de um simples decreto do governador. Se não houver consenso, que se adie essa exigência para os concursos futuros. Que seja dada, no mínimo, uma última chance àqueles que seguem sonhando com a ascensão na carreira policial militar.

Promoção por ato de bravura


Três policiais militares do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) que participaram de uma operação policial no Morro dos Macacos, no dia 16 de outubro de 2009 foram promovidos por ato de bravura pelo Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Os capitães Marcelo de Carvalho Mendes e Marcelo Vaz foram promovidos a major e o segundo sargento Anderson Fernandes dos Santos a terceiro sargento. Integrantes da aeronave Fênix 2, eles foram acionados para apoiar outros policiais que participavam da operação no morro. Mesmo com o helicóptero atingido por vários disparos, o piloto, mesmo com a aeronave em chamas conseguiu desviar de várias casas e aterrisar em um campo de futebol. Na operação três policiais acabaram morrendo.

Mais um Sol que Nasce

Os corpos do policial militar William Soares Pereira, de 30 anos, e de sua noiva, Michelle da Silva Tone, de 25, foram enterrados na tarde deste sábado no Cemitério de São Gonçalo. Willian era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro do Dona Marta, na Zona Sul do Rio. Entre as mais de cem pessoas que acompanharam o sepultamento, não houve quem deixasse de se emocionar com os lamentos da mãe do rapaz.

— É um pesadelo o que estou vivendo. Meu filhinho amado, minha vida está indo embora — lamentava Maria da Graça Soares.

O casal foi morto a tiros na madrugada de sábado quando passava de moto pela Rua Capitão João Manuel, no bairro Porto Novo, em São Gonçalo, onde o policial morava.



De acordo com testemunhas, eles foram abordados por bandidos que estavam em um Golf prata. Willian teria reagido ao assalto e os criminosos dispararam contra os dois. Segundo o Coronel José Vieira de Carvalho, comandante das UPPs, os pertences das vítimas, inclusive a arma do policial, foram levados pelos bandidos.

Juntos há oito anos, o casal já estava com a casa em que iriam morar quase toda mobiliada e com o casamento marcado para o fim deste ano. Segundo um amigo do PM, Wiliam Sapucaia, de 27 anos, ele também estava prestes a deixar a Polícia Militar, pois tinha sido aprovado em um concurso para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).